Eduardo Dean Knapp, o macho brasileiro Born This Way

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Eduardo Dean Knapp é peludo, encorpado, tatuado, barbudo, e tem um piercing no pau. Ele tem “Born This Way” tatuado em cursivo no baixo ventre e uma caveira escorrendo marcada no deltoide. Ele posa de cueca branca Lupo e meias esportivas listradas, sentado num banquinho de madeira, coxas abertas, peito coberto de pelos, e olha para o lado como se não soubesse exatamente o que te provoca. Ele sabe.

Eduardo é brasileiro, e isso se nota. Não no clichê do surfista bronzeado e depilado — no outro Brasil, o dos caras encorpados, peludos, viris, que cheiram a macho e assumem isso. Moreno com cabelo penteado para trás, uma barba cheia e aparada que emoldura o rosto, olhos claros — cinza-verde, penetrantes — sob sobrancelhas grossas, piercings nas duas orelhas, argolas douradas pequenas. O rosto é bonito, quadrado, viril, mas com algo doce no olhar que quebra o lado intimidante. Numa foto, ele usa óculos retangulares, braços cruzados no peito peludo, e aí você vê o outro Eduardo — o intelectual, o cara com quem você conversa sobre Lady Gaga e teoria queer antes de terminar na cama.

O corpo é um monumento. Não definido, não seco — encorpado. Ombros massivos, peitorais largos e salientes cobertos por uma pelagem morena que se espalha do esterno até o pescoço, braços volumosos marcados por tatuagens — um filtro dos sonhos gigante num antebraço, uma águia de asas abertas no outro, um 7 na mão. A barriga é grossa mas desenhada, a trilha de pelos se alarga descendo para um púbis denso, bem farto, e um pau grosso em repouso com sua argola bem visível. As coxas são massivas, cobertas de pelos morenos, as panturrilhas também. Quando ele contrai os bíceps deitado na cama de cueca branca, pernas abertas de frente para a câmera, é a fantasia do personal de crossfit que te manda uma foto depois do banho.

As fotos são lindas, entre o estúdio bruto e o íntimo. Diante de uma cortina de veludo azul petróleo, nu de perfil, ele afasta o tecido com um braço erguido, a axila peluda exposta, a bunda redonda e a cintura arqueada — parece que está saindo de cena, ou entrando no seu quarto. Na outra série, ele levanta uma regata preta com o punho para revelar todo o peito peludo, a barriga, o púbis, o pau — o gesto mais simples do mundo, e ainda assim o mais eficiente. E tem essa foto de frente para a cortina preta, braços cruzados, óculos no nariz, olhar direto, a cueca Lupo branca marcando: o cara sério que tem um corpo de louco e te desafia a não olhar.

Eduardo carrega “Born This Way” na pele e isso resume tudo. Ele não finge ser viril para agradar os ursos, não força o lado machão para marcar uma caixinha. Ele é assim. Peludo, largo, tatuado, furado, gay, brasileiro, e totalmente à vontade com cada centímetro do seu corpo. O resultado é um cara diante do qual a gente quer se ajoelhar — no sentido literal e figurado.

Encontre Eduardo Dean Knapp no Instagram.

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